A ExpoCatólica 2026 consolida mais um importante passo em sua trajetória de internacionalização. Pela primeira vez, duas tradicionais empresas europeias — a italiana DOLFI e a polonesa Kaczmarczyk — estarão entre os expositores da maior feira católica do mundo, trazendo ao Brasil conhecimentos, técnicas e expressões artísticas preservadas ao longo de gerações.
Segundo Kiara Castro, diretora da ExpoCatólica, a participação de empresas estrangeiras demonstra a relevância que a feira conquistou no cenário internacional, como uma plataforma global de negócios, intercâmbio cultural e fortalecimento do setor católico
"A ExpoCatólica tem se consolidado como um ponto de encontro estratégico para o mercado católico mundial. Receber empresas que carregam séculos de tradição artística e religiosa mostra que estamos conectando o Brasil às principais referências internacionais do setor”.
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Da tradição centenária da escultura italiana ao mercado brasileiro
Fundada em 1892 na Itália, a DOLFI nasceu em um território reconhecido mundialmente pela tradição da escultura em madeira. Em mais de 130 anos, a empresa transformou o trabalho artesanal em uma marca internacional presente em mais de 56 países.
Para Matteo Dolfi, CEO da empresa, a participação na ExpoCatólica representa uma oportunidade histórica de aproximação com uma das maiores potências de mercado católico do planeta.
"O Brasil é um dos maiores países católicos do mundo e enxergamos este mercado com grande entusiasmo, respeito e admiração. Nosso objetivo não é apenas apresentar produtos, mas compartilhar valores, tradição, espiritualidade e a beleza da arte sacra produzida artesanalmente na Itália”. Durante a feira, a empresa apresentará coleções exclusivas de esculturas sacras em madeira desenvolvidos para diferentes mercados internacionais.

Mais do que estabelecer relações comerciais, a expectativa da DOLFI é construir vínculos duradouros com o público brasileiro.
"Queremos aproximar o público brasileiro da tradição artística de Val Gardena e construir relacionamentos sólidos que possam crescer nos próximos anos", afirma Matteo.
Uma história de fé, perseverança e música sacra vinda da Polônia
Se a DOLFI representa mais de um século de tradição na arte sacra italiana, a Organy Kaczmarczyk chega ao Brasil como uma das referências europeias na construção e restauração de órgãos de tubos.
A história da empresa se confunde com a de seu fundador, Damian Kaczmarczyk, que começou como organista aos 14 anos em sua paróquia na Polônia e, aos 19, fundou sua própria oficina de organaria.

Hoje, a empresa acumula projetos em países como Estados Unidos, Panamá, França, Itália, Alemanha, Noruega, Irlanda e Guiné Equatorial, além de importantes santuários europeus. Também teve a honra de construir órgãos posteriormente abençoados pelos Papas Bento XVI e Francisco.
Apesar da atuação internacional, Damian ressalta que a essência do trabalho permanece a mesma:
“Nossos órgãos são construídos para as pessoas, por pessoas. Cada instrumento possui alma própria. Não produzimos dois órgãos iguais. Cada projeto é desenvolvido especificamente para uma igreja e para sua realidade acústica e litúrgica.”
Quando a tradição encontra a inovação
Embora atuem em segmentos distintos, DOLFI e Organy Kaczmarczyk compartilham uma característica comum: a valorização do trabalho artesanal em um mundo cada vez mais automatizado.
Na empresa polonesa, a produção continua baseada em técnicas renascentistas e barrocas, com forte participação de artesãos especializados.
"A tecnologia pode oferecer precisão, mas nem sempre entrega alma. Nosso maior patrimônio são as pessoas e o conhecimento transmitido por gerações", explica Damian.
O mesmo princípio está presente na trajetória da DOLFI, que mantém viva a tradição secular da escultura em madeira enquanto amplia sua presença global por meio de processos modernos de gestão e distribuição.
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Brasil: um mercado que desperta o interesse internacional
Para ambas as empresas, a escolha do Brasil não aconteceu por acaso. Além de concentrar uma das maiores populações católicas do mundo, o país vive um momento de fortalecimento de iniciativas ligadas à evangelização, à arte sacra, ao turismo religioso e à preservação do patrimônio litúrgico.
Damian Kaczmarczyk observa esse movimento há anos.
"O Brasil é um exemplo extraordinário do crescimento da religiosidade e do catolicismo. Esse desenvolvimento gera naturalmente a necessidade de novas igrejas, restaurações e investimentos em arte sacra e música litúrgica."
Já a DOLFI vê o país como uma oportunidade de compartilhar uma tradição artística construída ao longo de mais de um século e estabelecer novas parcerias institucionais.
Segundo Kiara Castro, o interesse crescente de empresas internacionais pelo mercado brasileiro evidencia a força econômica e evangelizadora do setor.
"O Brasil possui uma enorme capacidade de gerar conexões entre fé, cultura, turismo e desenvolvimento econômico. Quando empresas internacionais escolhem a ExpoCatólica como porta de entrada, elas reconhecem o potencial e a relevância do nosso mercado”.
Novas conexões para um espaço cada vez mais global
Ao reunir empresas nacionais e internacionais, a ExpoCatólica promove conexões que vão além dos negócios, incentivando a troca de conhecimento, o fortalecimento do patrimônio religioso e o diálogo entre diferentes tradições católicas.
Para os visitantes, será a oportunidade de conhecer de perto histórias centenárias e referências mundiais da arte sacra. Já para os expositores brasileiros, a feira abre portas para novas parcerias e oportunidades de mercado.
A presença da DOLFI e da Organy Kaczmarczyk reforça a vocação internacional da ExpoCatólica, consolidando o evento como um espaço de encontro entre tradição, inovação e evangelização.
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Da Itália à Polônia: empresas europeias estreiam na ExpoCatólica e trazem séculos de tradição artística para o Brasil